Outras nádegas

 

sábado, dezembro 02, 2006

“Frida, frida, frida, não agüento mais que falem em frida!”

Direção de Paulo Biscaia Filho “Pincéis e Facas”. Uma idéia interessante. Nada a ver com o filme que, se lembro bem, contei pra vocês que assisti tomando conhaque. (mulher não toma conhaque, só as mais amargas, Frida tomaria conhaque fazendo troça). Acontece que ninguém, se conforma com suas deficiências. Físicas ou não. A gente olha para o rosto dos outros e pensa: existia uma chance, eu poderia ter feito diferente. Havia uma possibilidade, remota, mas poderia ser. A gente aceita, mas não se conforma. Divagando.
A peça dá importância a fatos que inspiraram a tela “Unos Cuantos Piquetitos” de Frida Kahlo. O cotidiano da mulher morta pelo marido. Aquela da notícia no jornal. Do amolador de facas. Da irmã de Frida, Cristina, e do seu marido Diego Rivera. De Dorothy Hale, viúva de Gardiner Hale. E como a peça mostra sucessivos 2 de novembro, fiquei pensando em quem eu gostaria que me visitasse nesse dia. Acho que meu avô. Uma das pessoas que deixaram mais saudade em mim. Já havia assistido uma peça com o ator que interpreta o Diego. Em “Toda Nudez Será Castigada” ele interpretava o malandro, irmão do cara rico, que desgraçou a família inteira. Desculpe, mas não me lembro o nome dos personagens. Sei que é do Nelson Rodrigues e me lembro do nome da puta, Geni.
É, eu gosto de teatro. Descobri. E além do mais, assistir a uma peça no teatro do MON (Museu Oscar Niemeyer), em Curitiba e de noite, é surreal. Quando algum de vocês vier pra Curitiba me avisem. Se você vai ao MON em Curitiba não deve ir só lá. Dê mais uma decidinha na rua e vai encontrar bem atrás do palácio do governo, dos jardins e das madames, um terreno enorme com muitas árvores onde não se ouve o barulho dos carros. Passeie, ande bastante. É uma das poucas coisas realmente interessantes pra se fazer aqui. Uma hora ou outra vai se surpreender. E mais para cima tem um barzinho simpático, lindinho, chamado Menina dos Olhos. Muito bem freqüentado ($). Você entra e todos olham pra você. É muito engraçado. Trata-se de um barzinho de vizinhança. A fachada se confunde com o de uma casa. E um homem fica parado na porta para recepcionar quem se atrever a invadir o território. Mera formalidade. Todos os barzinhos são mais ou menos assim. Quer dizer, no centro da cidade, batel e centro cívico. Isso porque as pessoas vivem ali como em aldeias. Todos se conhecem e caso queira fazer parte é melhor que pague uma boa indenização. Alterar a lista de clientes desse pessoal é uma das coisas que mais gosto fazer.

Bom, então hoje eu deveria estar com você, mas decidi não estar. Não espero que entenda meus motivos e muito menos que me ouça. Pra ser sincera, não estou nem aí. E também não se trata de amor ou ódio. Na verdade diria que é amor mas conhecendo sua pronta vontade em discordar de mim, digo, não é nada. Estou carente, desesperada e sozinha. Decidi me arriscar em favor da solução desses meus problemas. Complicado? Tudo bem. Eu te adoro. Te amo. Mas você não resolve nada disso, então...
Preciso de um bom amigo. Combinado?


E eu estive pensando...
Qualquer coisa mesmo?


link | posted by Simy at 4:08 PM |


4 Comments:

Blogger Yvonne commented at dezembro 03, 2006 6:33 PM~  

Minha querida, estou gostando demais do seu lado cultural. Você está se superando. Beijocas

Anonymous Sandman commented at dezembro 04, 2006 11:19 AM~  

Em minha única visita a Curitiba, me encantei.

Lembrarei de seu convite se um dia puder voltar aí.

Bumbum Completo também é cultura!

Anonymous pecus commented at dezembro 06, 2006 3:15 PM~  

Demais a crônica do shopping.

Blogger Yvonne commented at janeiro 02, 2007 9:53 AM~  

Cadê você??? Beijocas

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