Outras nádegas

 

segunda-feira, outubro 30, 2006

Não tenho flores, cachorro ou coleções.
Sou triste ou sou sem cor...

Originalmente publicado nos comentários da Yv.


link | posted by Simy at 9:52 PM | 3 comments


Sobre o resultado...

Depois de muitos emeios...


"Si, a vitória do Lula foi gloriosa. E não estou falando com ironia, não. Estou sendo sincero. Foi uma lavada, uma vitória democrática e limpa.
Ironia usa o estúpido do ********* para com a direita.
Você discute com elegância e isso é salutar.
Estou falando sério, o Lula venceu e venceu porque a democracia fez-se presente, porque o Alckmim é uma besta e seu partido mais besta ainda e porque a maioria mostrou-se satisfeita e o reelegeu.
Simples assim."


E mais emeios...

"Quando disse que discutir contigo era salutar e que você era elegante nas discussões ainda não havia lido esse email...."

edu commented at Outubro 30, 2006 5:17 PM~
segunda-feira. cadê? cadê? cadê???

Estudando ciclos na Amazônia. Mas acho que depois que o Lula privatizar a floresta a coisa fica mais legal de estudar.

E ganhamos.

Vai no Blog do Rafa.


link | posted by Simy at 6:11 PM | 2 comments


terça-feira, outubro 24, 2006

Tudo que é bom a gente repete...

Sentei..
Senti...
Gostei...

Beijo na bunda e até segunda.

*** Coisa do Ju Juliano.


link | posted by Simy at 7:05 PM | 7 comments


Coma


Sirva-se
Originally uploaded by simygirl10.


Com os olhos. Coma, com os olhos. Coma, coma... com os olhos.

Me come Com os olhos.

Come come come---------------------------------- Com os olhos.


link | posted by Simy at 6:57 PM | 3 comments


segunda-feira, outubro 23, 2006

Entre comadres a gente diz nem ligue, família é tudo igual. Em casa é escritinho isso, mas se aquiete isso é só fase. As coisas passam e você vai rir. A gente sabe como é que é.
Mas em casa as coisas não estão nada bem, nada bem...


link | posted by Simy at 5:55 PM | 2 comments


quarta-feira, outubro 18, 2006

Então o Fer me colocou contra a parede (Ai), um dia desses. E foi por emeio. Tudo porque ele me disse que estava lendo O Retrato da Moça-Véia do Wilde. Eu sou super estúpida, e claro, respondi “Wilde é tão, tão, tão idiota”. Foi aí que eu senti a coisa pegar. “Só por curiosidade, quais livros já leu dele?”. Entre pessoas que discordam em quase tudo e se respeitam o mesmo tanto isso pode sim ser interpretado como um desafio. Lá vou eu, e com o Fer é perigoso, mas excitante. Minha sorte ou a falta dela, é que ele anda sem tempo. Eu li O Retrato da Moça-Véia e A Alma do Homem Sob o Socialismo. Pouco pra dizer qualquer coisa. Além disso tem o que a gente ouve falar do cara que é sempre o pior. Esse segundo livro eu li em menos de uma hora sentada em uma mesa da biblioteca pública enquanto esperava o tempo passar. Faz um ano. Percebi que não teria muito o que dizer. Não lembrava cara, juro que não lembrava. Aí ontem fui na biblioteca limpar meu nome e acabei pegando de novo o livro. Então eu entendi quando uma pessoa me disse certa vez que o cara não é socialista. Ele não é gente, não é mesmo. O socialismo é autoritário demais pra ele e em uma democracia ele correria o risco de ser vaiado. O que ele propõe no livro é algo novo. Algum sistema ideal para ele. Onde todos tenham tranquilidade, sejam feios, inteligentes e pobres o bastante para criar qualquer coisa que não seja “doentio”. Wilde é repetitivo como a Kelly Key (já ouviram o novo cd da moça? Pois é melhor que o façam) e viaja cara, como ele viaja. O livro é delicioso, porque chega a um ponto onde palavras como socialismo, igualdade, pobreza não aparecem mais. Só se lê Individualismo, Arte, nomes, muitos nomes de autores, ira contra tudo e todos, críticos idiotas, povo deselegante, sem cultura... tudo em letras maiúsculas. Parece que o cara passou uma noite em claro depois de ler algo sobre algum escrito seu, e pra mim ele não gostou nenhum pouquinho do que leu. O que eu quero dizer mesmo, e penso que estou me enrolando demais, é que o socialismo pro cara não é bem uma ideologia em que ele acredita e sim uma fuga pessoal. Ele é egoísta ao ponto de pensar que uma forma de governo tal como esta resolveria os problemas de interpretação sobre o que é arte, o que é fazer arte e o que significa essa boboseira toda. Com o socialismo o público o entenderia e o respeitaria. O livro é xotérico como quê e é tão contraditório quanto O retrato da moça-véia.


link | posted by Simy at 8:37 PM | 0 comments


Então o Fer me colocou contra a parede (Ai), um dia desses. E foi por emeio. Tudo porque ele me disse que estava lendo O Retrato da Moça-Véia do Wilde. Eu sou super estúpida, e claro, respondi “Wilde é tão, tão, tão idiota”. Foi aí que eu senti a coisa pegar. “Só por curiosidade, quais livros já leu dele?”. Entre pessoas que discordam em quase tudo e se respeitam o mesmo tanto isso pode sim ser interpretado como um desafio. Lá vou eu, e com o Fer é perigoso, mas excitante. Minha sorte ou a falta dela, é que ele anda sem tempo. Eu li O Retrato da Moça-Véia e A Alma do Homem Sob o Socialismo. Pouco pra dizer qualquer coisa. Além disso tem o que a gente ouve falar do cara que é sempre o pior. Esse segundo livro eu li em menos de uma hora sentada em uma mesa da biblioteca pública enquanto esperava o tempo passar. Faz um ano. Percebi que não teria muito o que dizer. Não lembrava cara, juro que não lembrava. Aí ontem fui na biblioteca limpar meu nome e acabei pegando de novo o livro. Então eu entendi quando uma pessoa me disse certa vez que o cara não é socialista. Ele não é gente, não é mesmo. O socialismo é autoritário demais pra ele e em uma democracia ele correria o risco de ser vaiado. O que ele propõe no livro é algo novo. Algum sistema ideal para ele. Onde todos tenham tranquilidade, sejam feios, inteligentes e pobres o bastante para criar qualquer coisa que não seja “doentio”. Wilde é repetitivo como a Kelly Key (já ouviram o novo cd da moça? Pois é melhor que o façam) e viaja cara, como ele viaja. O livro é delicioso, porque chega a um ponto onde palavras como socialismo, igualdade, pobreza não aparecem mais. Só se lê Individualismo, Arte, nomes, muitos nomes de autores, ira contra tudo e todos, críticos idiotas, povo deselegante, sem cultura... tudo em letras maiúsculas. Parece que o cara passou uma noite em claro depois de ler algo sobre algum escrito seu, e pra mim ele não gostou nenhum pouquinho do que leu. O que eu quero dizer mesmo, e penso que estou me enrolando demais, é que o socialismo pro cara não é bem uma ideologia em que ele acredita e sim uma fuga pessoal. Ele é egoísta ao ponto de pensar que uma forma de governo tal como esta resolveria os problemas de interpretação sobre o que é arte, o que é fazer arte e o que significa essa boboseira toda. Com o socialismo o público o entenderia e o respeitaria. O livro é xotérico como quê e é tão contraditório quanto O retrato da moça-véia.


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sábado, outubro 07, 2006

Monique

Eu estou perdida. Enrolada em questões importantíssimas. Vou logo avisando. Conto umas mentirinhas aqui e ali, mas são pequenininhas, saiba logo. Para entender melhor, eu te explico. Tenho quinze anos e sou muito alegre. Eu ando pelo quarto, de um lado para o outro procurando por manias. O tempo inteiro. Nos outros, na cidade, nas árvores, e em mim. Principalmente em mim. E sabe de uma coisa? Eu não tenho, definitivamente não tenho. Estou muito deprimida porque queria muito uma. Daquelas bem lindas sabe. Fico irritadíssima quando dizem essas coisas. Fico perguntando insistentemente se conhecem aquela mocinha que adora esfregar as maçãs com a ponta da blusa até deixá-las reluzentes. Vocês dizem que não. Nunca conheceram. Aí fico triste, eu também não conheço. De que adianta criar lindas mocinhas de olhos meigos se elas não existem? Vocês ficam repetindo e repetindo que são apenas personagens. Mas eu insisto, de que adianta? Se você conhecer essa mocinha me conta? Ou uma que tenha uma mania bem bonita, como colocar flores no decote dos vestidos brancos. Definitivamente eu preciso muito mesmo de uma mania bem bonita. Todas as manias que eu vejo queria para mim, e as que leio, e todos os personagens eu queria ser, mas isso é porque não tenho nenhuma sabe. Sabia que eu poderia até ser os maldosos? Mas não adianta, também não tenho manias maldosas, mas eu gosto de ver as formiguinhas se afogar na piscina. Super normal né. Isso que eu sempre digo. Ah, e gosto também de ver carinha de bebê quando come coisa azeda. É tão bom, você não acha? E quando está frio, mas bem frio mesmo, frio de doer, fico encostando a ponta do nariz no lábio superior. Fico terrivelmente feia, tão feia que se os meninos me olhassem nunquinha que iriam querer me beijar. Ainda não beijei ninguém, é claro. Mas isso não muda nada mesmo. Outro dia me peguei em cima do caderno de matemática analisando uma questão estrambólica. Não sou boa em português sabe. Mas minha caligrafia é ótima. Mas vi na minha mão um blocozinho de durex. Quando não consigo resolver algo, corto pedacinhos de durex de uns cindo centímetros mais ou menos e vou colando um em cima do outro. Fica bem grande. Às vezes faço muitos, às vezes fico entediada logo. Isso é coisa da minha impaciência sabe. Fico horas no computador tentando vencer paciência vegas, nunca consegui. Crio grandes conspirações contra o dono do jogo. E aprendi certo dia com meu professor de religião – aqui entre nós, esse meu professor fede que é uma beleza - fazer um desses nós de barcos antigos, talvez seja um desses que se aprende no serviço militar, eu não sei muito bem. Fiquei muito boa nisso, te juro. Ah, meu nome é Monique.

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Eu vou ter um layout novo!!!!!!!!!!!!!!!!
Lindíssimo!!!!!!!!
Minha cara.

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Cris, sou sem jeito e não sei escrever.
Te amo. Linda. Tesuda. Maravilhosa. E te admiro hein.
MUITOS E MUITOS ANOS MAIS.


link | posted by Simy at 2:59 PM | 7 comments


terça-feira, outubro 03, 2006

De Cujus

Desceu do ônibus. Vinha ter com quem nunca tinha visto. Paciência se os jovens pareciam lamentar o que ainda não conseguiram comprar. Tinha acabado de chover. No ar o cheiro de fresco e na pele a sensação. Botas quase até os joelhos, mini saia e tomara que caia, ainda permanecem resquícios da falta de senso. Em umas das mãos uma garrafa de vinho da loja de conveniências, o mais barato que até combina com o livro debaixo do braço. Título virado, pertinho das axilas, apertado. Adora campanhinhas e quase odeia interfones mas um casal entra bem na hora com sacolas de pão. Uma multidão de alunos de cursos “legais” discutindo Dostoievski. Sua ingenuidade implora alto. Lembra-se de não ser tão menina e de quando o era. Mantinha um namoro de sofá e comia sanduíches enormes e congelados. Um beijo quase a fazia gozar como as mocinhas-beatas dos romances do colegial. Lembra-se daquela vez em que na sala de casa, bem aos pés de papai e mamãe viu exaltar seu quase noivo, o homem de sua vida e a calça se abrir num acesso de tesão que não deveria ser explicado nesses termos. Aliás, nem poderia ser explicado, se tratando de uma menina com bochechas rosadas e genuinamente envergonhada. Viu um membro enorme e sentiu uma vontade louca de tocar, mas assustada correu a abraçá-lo e cochichar em seu ouvido um “por favor, não”. E como são sensíveis os primeiros namorados. E quase assustada se pergunta em qual idade é corrente ter saudade das meninas. E então para não parecer tão estranha ou fora dali pensa mais perto. Saia da boate bem mais decente que agora. Estava com ele, que não era mais seu primeiro namorado, não era nada mesmo. Era o baterista, indigesto, cafona e maconheiro. Ainda no carro vê a excitação e a pressa tomar partido da situação. Sente a procura dele por entre suas pernas, seus seios e é só isso o que ela quer. No sinal se abaixa com vontade e ouve o “fodão” gemer e nem pensa que dizia “nunca farei igual”. E relaxado ele se esbalda. Ela ouve vindo de um carro logo atrás um barulho agudo de buzina irritada. O boy de conversível e dono da noite passa ao lado e solta um grito irônico. Sente a gasolina cheirar. O baterista mostra seu devido e certo sorriso de cumplicidade, todo vaidoso, todo peralta e ainda assim cafona. De sobressalto é acordada por uma moça que fazia uma pergunta maluca sobre ter percebido ou não as teorias de Parmênides no texto do autor. Imediatamente a moça se sente uma estranha, inquieta com o olhar que lhe cai. Dá de ombros como que se desculpando por fazê-la se sentir assim e só responde que sente a face queimar de vergonha, mas tem uma imensa vontade de perguntar se é ainda menina. Sem respostas lembra-se também daquele dia em que a condução demorou tanto que pôde comer churros e creps no terminal de ônibus.
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Tô tentando encontrar um motivo pra não mandar ninguém a merda.


link | posted by Simy at 12:28 PM | 4 comments


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