Outras nádegas

 

terça-feira, agosto 29, 2006

E quando vem o silêncio, fumar unzinho e ouvir Coltrane, não faço mais isso mas entendo muito bem...

Sábado. Ei mané, coloca um samba aí.
O chão da minha sala é quase todo coberto por almofadas e não tem sofá.
Estava eu, com uma saia cigana, uma blusa caída nos ombros e quase transparente, sem sutiã e leve. Sentada no chão com as pernas abertas, a saia na altura das coxas e as costas apoiadas em uma almofada. Coloquei no dvd “Frida” e do meu lado uma garrafa de Dreher. Tomei um quarto. Sozinha. Um cinzeiro e meia carteira de cigarro feita em cinza e fumaça. Ah, que a casa era só minha.

*****

Domingo levei minha irmã para ver um espetáculo do BTG (Balé do Teatro Guaíra) e em uma certa altura começava a chover no palco e os bailarinos brincavam de escorregar como eu fazia quando era criança enquanto mamãe lavava a varanda. O nome do espetáculo é O Segundo Sopro e é divino.

*****

Tenho um vizinho que dizia nunca ter ido ao centro da cidade. Ao teatro. Ao cinema. Vou te explicar. Moro na periferia de Curitiba onde se ouve Hip Hop nas esquinas e tem bocetas a cinco reais ao longo da avenida. Pra mim foi surpresa, te juro que foi. Bem, ia mesmo levar meus lindos ao teatro no domingo e eu o convidei para ir junto. No Domingo já de manhã ele estava lá na varanda. Eu acordei e ainda de roupão e cabelo em pé perguntei se ele tinha dormido bem.
“Eu não vou poder ir, mamãe não tem dinheiro da passagem”
Pô eu sou muito ruim mesmo, não esperava ter que pagar nem o ingresso.
“Desencana, se arruma vai”
Foi uma sensação boa demais, ele dentro do ônibus com o rosto como era o meu quando vim para Curitiba.
Isso é culpa da mãe, nada a ver com o Lula.

*****

Morar em Curitiba deixa a sensação de sermos os únicos a fazer algumas coisas.

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De hoje.
Tava no horário de almoço e passei em frente a uma loja e tinha um vestidinho curtinho, azul, de bolinha branca, cintão abaixo dos seios, cinturadinho, apertadinho, um mimo. Nunca passo em frente a essa loja, nunquinha, primeira vez. Entrei.
Pelo amor de jesusinho moça, me diz que você parcela esse mimo no cartão de crédito.
E no cheque também.
Ai deus, minha mão tava suando.
Tá, eu vou almoçar, logo volto.
Fui, almocei e voltei. Eu e mais três. Experimentei dois e isso é uma praga a indecisão é certeira. Desfilei na loja. Todas as vendedoras me viram. As colegas deram palpite. Hum... Delícia. Logo entrou uma girafa na loja e perguntou cadê o vestidinho de bolinha da vitrine. A vendedora me perguntou se eu ia levar mesmo porque tinha outra pessoa querendo. Logo passou minha indecisão. Nunca tinha me acontecido e devo te dizer, foi bom. A girafona deve Ter ficado uma fera e eu nos meus míseros 1,60 vou desfilar linda com ele logo mais.

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Estou ocupadíssima


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quarta-feira, agosto 23, 2006

Nasci pra ser desejada. E conversando com ele certa vez me apontou uma característica até então desconhecida por mim. “Você é confessional, enganadora, mentirosa e nem sabe disso”. Perigosa. Atraente. Ingênua. Pensei muito a respeito. Quase perco a hora de ouvir apitar pensando, agora até sei te explicar. Você se expõe seminua, finge interesse e sempre diz o contrário do que diria, isso pra ser agradável. Vê sensualidade na lama, no gordo, no velho, no moço só porque gostaria de saber o que eles pensam sobre você. Você cutuca, esbarra, atiça e morre de raiva quando ouve respostas vazias. É curiosa e tudo que quer é saber o que rola enquanto elas se despem no banheiro, se falam sobre o tempo mais lindo que você, se conseguem descrever o orgasmo desde o comecinho até a satisfação. Adora ouvir conversas entre homens e nunca se sente ofendida com piadinhas sobre seu sexo, conversas sobre futebol, política, casos, cumplicidade, amor. Se eles amam com paixão, isso você quer saber. Só saber, sem interferência, sem opinião. Gostaria que entendessem que você só quer saber e promete guardar, promete discrição, promete, promete, promete. Você é curiosa ao extremo por isso imagina tanto, e sai por aí falando e falando sobre sua vida só pra ver se escuta uma reação particular. E você inventa, reinventa, é mentirosa só pra ver se conquista confiança, você só quer ouvir. Detalhes do corpo, dela, da mãe, da casa, dos gostos. Você gosta disso que faço agora. Eu aqui e acabo de te ter, brinco com seus seios, suas coxas e tudo, e conto dos outros casos, de ontem, de quase uma hora atrás e sua reação é o inverso do que se espera. Você gosta, adora e quanto mais falo, mais quer. Mais detalhes. Mais. Mais. E você me atiça, me dá conselhos, me diz como fazer pra ter a outra só pensando nesse seu tesão de me ouvir falar depois. “Como foi?” Me encoraja a conhecer outros lugares, falar outras línguas, conhecer outros modos só pra me ouvir contar. Seu maior prazer é me ouvir falar do dia e não te importa o infortúnio e nem as glórias e realizações. Você me testa pra ver como descrevo um e outro e não entende quando não quero mais falar. Quando estou no limite de minha privacidade você pergunta por quê. Diz que pra você não tem limite e está assim, sempre aberta a perguntas. Mas você se inventa e nunquinha chegou ao fundo comigo. Você quer saber até das minhas taras só pra me satisfazer e me ver com cara de bobo babão. E eu te conto sobre as taras dos outros, das que fiquei sabendo que existe, e vejo, bobão babão, o tesão crescer em você. Você ama a intimidade dos outros. Faz-se de confessional e atirada só pra saber e no fundo sei muito bem o que se passa aí...

UPDATE: Eu iria bloquear os coments nesse post, mas já que ninguém entendeu mesmo...
Essa é a vantagem de não saber escrever.


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terça-feira, agosto 22, 2006

Gostoso esse seu jeito de me chamar Amor. Me chama sem chamar ao sério, só de vadiagem, pela assanhada mão entre minhas pernas e me convence a só querer. Não é querer me iludir, nem me querer esposissíma, é só me querer e assim deliciosa pedir. Assanhada. Exibida.


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sexta-feira, agosto 18, 2006

Seminário Fase 2 ou Todos os Gigantes Bocós Dançando Comigo, Assim Bem Bonito, “Eu me Remexo Muito, Eu me Remexo...”

E na segunda vez eu defendo o mito “O Brasil é o país do futuro”.
O professor propôs a seguinte atividade: Somos diplomatas juniores da ONU e temos que apresentar o Brasil em uma Assembléia Geral – professor adora essas frescurinhas, coisinhas pra se exibir pra aluninhos recém saídos do ensino médio, eu só não entendo uma coisa, pra quê?. Antes de tudo eu avisei ao professor que não conseguiria me concentrar. Gente a bunda dele é enorme, tô falando sério e ela fica balançando enquanto ele escreve no quadro, não dá né. Bom, depois algumas pessoas falaram de pontos “legais” do Brasil e eu me desesperei. O pessoal tava contando pra ONU que a gente é uma merda mesmo “e sinceramente não vejo muitas mudanças em um futuro próximo”. Ah vão te catar né. Vou explicar porque eu discordo. O Brasil tem um histórico lamentável. Economicamente falando nós vivemos mais de 50 anos com uma taxa de inflação superior a dois dígitos, o que nos leva a um desequilíbrio fiscal, indexação de preços, bla, bla, bla... Resumindo, o Brasil soube lidar durante meio século com problemas desse tipo e se manteve entre os mais “ricos” dos países subdesenvolvidos (horrível isso né, mas é assim). Mas isso só mostra que somos um país dinâmico, não é demagogia não. Em 8 anos foi possível estabilizar problemas como esses com uma única atitude: resolveram tentar administrar a colônia, colocar ordem na bagunça. Antes disso não se pode dizer que houve um governo de verdade. E mais, minha irmã mais velha pode dizer com folga que votou a mesma quantidade de vezes que a minha mãe, e a minha avô, e daí pra trás ninguém nunca soube mesmo o que era política. Já estava cansada e disseram “o Brasil vive um momento de redemocratização”. O caralho, o Brasil vive um momento de democratização. Quando eu nasci não tinha eleição pra presidente pô. Está bem, gente morreu durante a ditadura, os lindinhos viveram na década de 60 quando teorias não faltavam e todo mundo queria ser socialista. Vocês me perdoem a impertinência, de todo coração eu acho realmente muito bonito o que os sessentões de hoje fizeram durante sua juventude e entendo que faz parte do processo mas o futuro não iria acontecer no século de vocês. Aquilo tudo foi um século de euforia e populistas brincando de poder. Vocês fizeram a parte de vocês, começar a pensar em pensar e graças a isso hoje a gente começa a engatinhar. Se a história política do Brasil tem pouco mais de uma década e meia não pode-se dizer que somos assim tão desgraçados. Ser pessimista é tolerável quando se trata de pessoas que viveram uma época onde nem havia o que a gente chama de governo, meus pais são pessimistas porque lutaram e hoje pensam que nada daquilo adiantou. Opondo-se a mim estava a sala inteira e o bundão indecente do professor. Então eu entendi o que eles queriam dizer e dei o braço a torcer. Gente, meu professor tem 24 anos de idade, a minha turma é, em sua maioria, alunos entre vinte e trinta anos, são pessoas que nasceram junto com a constituição de 88 e são tão pessimista quanto a minha avó, ou mais. Entregaram os pontos, então a gente fica com o mito e com um monte de marionetes dançando. A gente se mexe mas é melhor ficar bem seguro.

Ps: coloquei a foto do Luciano Huck lá embaixo porque eu acho o cara um apresentador e tanto, ia escrever no post do dia mas... vocês já sabem a história né.

BEIJO NA BUNDA...


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quinta-feira, agosto 17, 2006

É que na terça eu estava iluminada, maravilhosa, atenta, foi aí que eu percebi. Mas muito, muito antes eu percebi mesmo é que gente não tem lá gostos muito específicos. Não estou falando de você, claro, você é apaixonado por Platão e adora ouvir Vivaldi e te juro que acho isso muito bonito. Um homem bem ali, sentado no meu sofá dizendo com toda naturalidade pra colocar "aquela" de Vivaldi. Acho lindíssimo. Mas e eles que não conseguem se definir pra mim? Te juro que morro de pena. Mas aí descobri logo os melhores segundos do meu dia. Você, por exemplo, nunca me disse os melhores segundos do seu dia. Estava com medo de morrer sem saber disso e logo que pintou agarrei logo. Acontece sempre quando chego, é quase quando vira amanhã. E é depois que eu tiro as roupas de cima e o calçado. Até ai tudo normal. Mas aí eu me deito, respiro e me preparo. Eu sempre me preparei para os melhores segundos do meu dia, mas foi na terça que eu percebi de verdade que me preparava pra viver. É um suspiro calmo e raso, nada de forçar mais ainda meu corpo. Tudo parado. Ergo-me para frente com todo cuidado e alcanço o fecho do meu sutiã. Logo começa e é muito rápido mas vale a pena porque são os melhores, te juro. Eu me liberto bem devagar e só aí sinto que estou despida do dia todo, da roupa toda, dos oqueis, dos mais e menos, das sirenes, dos berros, bom dias, bom noites e composturas. Os músculos relaxam, minha mente afoga e volta à tona, o corpo inteiro reage bem e depois eu sinto o tempo e ele é muito bom comigo. Aí eu passo a mão em volta de mim, tateio as marcas da lingerie na pele e passo a procurar todas as marcas do dia no meu corpo. As costuras da calça na minha perna, o lábio cansado por causa do batom, os pés amassados e brancos, o fraco do perfume nas axilas. E eu procuro onde o perfume perseverou mais e se a sensação de uma faixa apertando minha testa persiste. Eu ando sentindo dessa. E vez ou outra levo minha mão na altura da cabeça pra tirar logo essa faixa preta. Nunca tem nada e sempre me assusto com esse gesto. Mas às vezes dá mesmo uma imensa vontade de casar. Isso é super normal, me garantiram. E acordar com chinelos ao pé da cama e despertador. E o controle remoto jogado no chão, jornal e pijamas bem confortáveis, levantar devagarzinho com medo acordar o outro, sem o pavor de não tocá-lo nunca mais. Mas também tem aquele quarto simples, onde o lençol não suporta mesmo permanecer intacto, e a carteira de cigarros sobre a cabeceira, a bala de menta e as chaves do carro. Corpos nus e o cheiro de sexo. A carteira dele, a bolsa dela, a sandália salto 15, o vestido brilhante, a lingerie de festa e o imprevisto da ocasião


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quarta-feira, agosto 16, 2006

Defino Uai!

Rapidinha, Rapidinha, Rapidinha... Agora dá. Bora lá?

UPDATE: (Antes de mais nada eu conto. Fui no blog dele pra pesquisar como se escreve UPDATE. Copiei, colei e agora vai).

Como eu levo todo assunto muito a sério, toma lá. De acordo com Rui, da série Os Normais, os homens pensam em sexo 160 vezes por dia. Tirando as 8 horas de sono, sexo de 6 em 6 minutos. Uma rapidinha em 6.
Tira Arreganha Aperta Esfrega Diz Sacanagem Mete Entra Sai e Goza.


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terça-feira, agosto 15, 2006




Um Ser me tomou todo o tempo que eu tinha pra escrever meu post então vocês que vão até lá e cobrem dele.

Tu tá ferrado hómi. Até te dou as imagens.
Vai lá...
http://blogradouro.blog.uol.com.br/

e lá.
http://www.flickr.com/photos/68376608@N00/


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sexta-feira, agosto 11, 2006

Cores imagens, cores imagens, cores imagens, cores
Originais
As flores
Demais
As cores
E mais amores
Não me ensina a morrer
Que eu não quero
Há diferença abstinente


Te juro que estou numa tremenda confusão. É assim, cheio de cores e me dá sempre muito medo quando aparece o preto, assim sozinho. Eu sei quando ele vem mas não tento evitar, as vezes até gosto. E tem também as transparentes que são muito chatas e me deixam um tanto atrapalhada e até triste, igualzinho o preto faz. É que eu preciso me esforçar muito pra perceber qual o pensamento elas trazem pra mim e você não sabe mas isso me cansa um bocado aí eu tento parar quando sinto a aguinha brotar nas axilas. E tem mais, as vezes eu estou andando na rua e eu me vejo a dez passos de ser esfaqueada no ventre ou pressinto uma bala de revólver que chegará e abrirá um buraco na minha barriga onde você poderá enfiar um dedo inteiro. Estou te dizendo todas essas coisas esperando que você não me suponha louca ou suicida, são só luzinhas que acendem de repente e me faz me perder por um segundo. Eu vejo a cena inteira, tudo em uma tela enorme, gigante. É que eu estou tentando chegar ao presente de mim e isso é muito difícil. Por exemplo ando trocando as manias. A mania de fazer bocas por onde ia e em todas as oportunidades de fotografia. Fazia isso porque tinha tesão pelos meus próprios lábios. Mas não adianta, eu logo mudo, agora é meu ventre que me persegue e ele é assim tão bonito, tão lisinho, eu quase vejo o desenho de uma flor ao me olhar no espelho. E outro dia eu estava esperando o ônibus, e estava bem de noite e escuro, voltava da faculdade e tirei um cigarro da bolsa enquanto esperava a condução chegar. Eu comecei a fumar e logo vi que não queria nada então fiquei pensando naquela sensação de sair de órbita quando se pensa em algo assustador ou bom demais. Nessa hora a cor transparente logo vem, estou te dizendo, são sempre as transparentes. E você sai tanto dali, mergulha tão fundo, se bate por dentro, seus olhos não vêem, seu corpo quase pára de viver e o que você segura de repente escorrega e te assusta. Já sentiu dessa? E aí você volta. Nesse momento eu me esforçava em achar a cor transparente, forçava os olhos tentando não piscar, queria sair de órbita, não pensar em nada ou naquilo. O cigarro na mão, queria que ele caísse sem querer, que eu parasse de sentir a textura do papel que envolve o fumo tocar minha pele entre os dedos, queria perder o tato e me assustar quando ele já estivesse no chão e aí voltar. Você está me entendo? Está pelo menos me ouvindo? Logo vi um jovem de terno se aproximar. Mentira, eu não vi, já estava quase mergulhando na cor. Ele me deu um papelinho com uma propaganda de uma certa igreja e disse bem rápido “ele te liberta jesus te ama” e saiu como se fosse um sonho. Mas aí eu voltei. Te juro que por um segundo eu cheguei na cor e te provo porque vi o cigarro no chão. Depois de alguns segundos de estupor voltei de verdade, e entendi a frase e ele já estava a cinco passos de mim. Levantei, estendi a mão num gesto de gente que ainda tem o que dizer “ei, eu não sou suicida não, nem depressiva eu nem queria fumar esse cigarro. Ei tá me ouvindo? Eu só queria chegar na cor, só isso. Te juro que não sou assim, eu juro...” Mas eu não disse nada, eu só sorri. Mamãe diz que quando percebo esses detalhes eu estou mesmo numa tremenda confusão. Me diz Simy, diga onde ela está, qual é o fato que te fez ver esses detalhes que acontecem com você? Mamãe sempre complica as coisas e fica me perguntando coisas que eu não sei dizer. Mas acho que vou ficar bem prática nisso e perceber a sensação de pisar em um musgo com os pés descalços e logo vou te descrever tudo que eu sinto lá em cima, no topo do meu cérebro.


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quinta-feira, agosto 10, 2006

Neste minuto eu pensava em pedir ajuda para pesquisas no meu e-mail...

http://bloggente.blogspot.com/2006/08/amigos-virtuais.html

Gente eu juro que morro de medo das pessoas não sentirem falta de mim e vez ou outra faço charminho e os anjinhos sempre tocam o coração de alguém.

edu disse...
Cadê tu no msn??? Volta!!!!!!!!


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terça-feira, agosto 08, 2006

Ela já tinha e eu não sabia.

Eu não presto mesmo.

http://bloggente.blogspot.com/


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Seminário Fase 1 ou Ensaio ou Eu sou uma doida ou Qualquer coisa que Eu quiser

Na sexta feira tivemos um seminário na faculdade, desses chatérrimos típicos ministrados a calouros que Se acham e não sabem neca. Fica aquele monte de merdinhas de 19 anos citando Delfim Neto, é engraçadérrimo. Uma sílaba grave, uma sílaba aguda “temos que repartir o bolo”. É assim, deliciosamente feio de se ver. O Assusnto? Ora coisa pra calouro. O Capitalismo. Assim mesmo, essa merda. E tínhamos que entregar um artigo de quatro páginas que depois seria usado pela vadia da professora como programa humorístico de fim de semana. Eu tenho orgulho de dizer que contribuí mais que qualquer outro.
Antes de qualquer coisa me responda se puder. Por quê é tão complicado aliar socialismo a desenvolvimento de tecnologia? Quer dizer, até hoje nas poucas chances que tivemos o gostinho de poder criticar, isso não foi possível ou pessimamente realizado. É uma simples questão de falta de planejamento ou é uma máxima do sistema socialista? Eu penso que não. Professorinha tentou convencer e aluno média 9 também, sem sucesso. Bom, mas eu na minha “genialidade” implacável defendi um outro tópico.

O fator responsável pelo insucesso do sistema capitalista não é o desenvolvimento de novas tecnologias ou a capacidade de inovação. Desemprego, blábláblá, desigualdade, blábláblá, dependência, blábláblá... Porra, como o discurso é antigo né. Pois eu discordo dele e aí é que entra minha contribuição para o tal programa de fim de semana da Sonsa. No meu artigo eu cito Silvio Santos e Rebeldes como exemplos de como essa possibilidade de inovar pode contribuir ou não para um determinado setor da economia, ou ainda criar novos mercados. Cara, você cria uma pegadinha e num piscar de olhos (não é bem assim né) você tem um grande mercado de entretenimento que acolhe milhares de pessoas vitimas do tal desemprego estrutural. Isso com o avião (turismo), computador (tecnológico, digital) e mais uma dezena de exemplos, bem sérios por sinal. O que tem Rebeldes a ver com isso? Bem gente isso aí não é só uma novelinha que se passa em uma escola cheia de adolescentes riquinhos. Existe uma idéia, uma rede de produtos e uma criação de uma marca em função de uma banda de... (de quê mesmo?), e melhor ainda, tem gente que compra cara, muita gente mesmo. No tal artigo eu cito números, cifras gigantescas e estatísticas ridículas e ao mesmo tempo absurdamente verdadeiras. Poxa cara, passei as férias preparando essa coisa, contribuí ou não?
Mas o problema mesmo, o maior problema é saber bem lá dentro de mim que eu concordo comigo.


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Derretendo...

tô sentindo a vontade escapulir de mim...

*** Eu sou assim... de fase


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sexta-feira, agosto 04, 2006

E mais um dia foi salvo graças...

Edu diz:
tudo bem, linda?
Simy diz:
Maravilhosa
Simy diz:
mas minha mão tá doendo hj
Edu diz:
se vc fosse homem, já sairia uma piadinha sobre atividades de auto-prazer sexual
Simy diz:
e porq sou mulher não?
Simy diz:
é por causa da digitação
Edu diz:
pq é mulher não! me aflige a idéia dessas unhonas compridas e afiadas fazendo movimentos repetitivos e rápidos perto de estruturas sensíveis
Simy diz:
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Simy diz:
EU VOU COLOCAR ISSO NO BLOG
Simy diz:
posso né
Edu diz:
pode, uai...


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quinta-feira, agosto 03, 2006

A gente procura, a gente acha. A gente se acaba...

O que leva uma pessoa a fazer isso? E não tô falando de trepar hein...


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Em entrevista a um representante da Onu...

E você Simy, o que vai ser daqui pra frente? O que anda fazendo? O que espera? Diz pra gente um pouquinho, fale sobre seus propósitos...

(que enrolão)

Bem meu senhor, eu tô aqui porque não tinha idéia do quê fazer, eu espero ficar até o fim, pirraçar sabe e mesmo que vocês não queiram vou ficar por aqui porque não tenho pra onde ir nem quero mesmo sair do lugar. O que eu faço? Ah eu trabalho somando, diminuindo, somando, diminuindo... Ás vezes multiplico e até divido mas pouco viu, dividir é algo íntimo demais sabe. E se quer saber não sei o que vou ser quando crescer.

Falei e disse.

Sou chique bem.


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quarta-feira, agosto 02, 2006

Cara, tudo começou depois daquele bendito depoimento da tia no final da novela das oito na Globo. As moçoilas chegaram comentando no escritório e davam gritinhos histéricos nos corredores, na cozinha e principalmente no banheiro.
Ah você viu que pouca vergonha?
Como tem coragem...
É o fim do mundo mesmo...
O melhor foi:
Ah, isso é porque a Globo é a emissora da nova era, sabia dessa?
Ah puta que pariu gente me conta aí né, tô por fora da putaria. Aí me descreveram pessimamente (porque tem palavras que moça de família não fala) o tal depoimento.
Bom, na verdade não estou sendo totalmente sincera não. Cara, tudo começou mesmo quando a doida que dá pro namorado há três anos resolveu fazer greve. Tipo, a moça mora sozinha e vai casar e resolveu recuperar a virgindade meses antes do casamento. Naquela época quando fiquei sabendo da história começou meu pensamento doente. Imaginava coisas e ela ficava alimentando com mais e mais histórias. Me dava febre, eu juro. Aí, nesse dia, a doida me solta essa:
Eu também não preciso de homem não, estufou o peito e saiu da conversa.
Depois mais reservadamente a moça disse:
Simy, é sério, tem x meses que não dou pro tal fulano e ele dorme do meu ladinho. E sabe do quê mais? Eu gozo enquanto ele dorme.
Puta merda, caralho que tremenda filha da mãe. Isso é maldade que se faça com uma moça como eu? E com o moço né. Tá certo que eu dou uma certa liberdade pra falar o que quiser comigo mas isso aí foi maldade.
Cara, imaginei tanta coisa. Fiquei imaginando a cabeceira da cama dela com vibradores de todas as cores e tamanhos, cinta liga, chicotes, óleos, aromas e imaginei a doida na frente do espelho se admirando e fazendo coisas. Eca. Era grosseiro, horrível e nojento. Tive pesadelos e suava debaixo das cobertas de medo de sonhar com aquilo de novo. Agora toda vez que ela chega perto de mim eu tremo de medo dela falar mais alguma coisa e ela me sacrifica e conta tudo, tudinho. Eu tô desesperada. Não quero ouvir essas coisa porque eu sou uma pessoa normal e não suporto não entender o comportamento humano. Interessante seria tentar fazê-lo.
Quanto a mim...
Bom eu preciso de ajuda, de ajuda profissional.


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